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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Bariloche - Circuito Chico


No último dia em Bariloche tinhamos um voo para apanhar à tarde por isso aproveitamos a manhã da melhor maneira, fazendo o percurso mais famoso - o circuito Chico.
São 65km nas margens sul do lago Nahuel Huapi.


O lago Nahuel Huapi tem imensas praias e antes de começarmos propriamente o circuito, parámos em duas delas. A primeira (ao km 8) foi a Playa Bonita (imagem acima) que é uma praia relativamente longa, com bares, quiosques e locais para alugar equipamentos para mergulhar e de lá conseguimos ver 3 ilhas (Huemul, Gallina e Victoria).
Alguns km depois encontramos a Playa Serena (km 12) localizada numa pequena baía (imagem abaixo). É uma praia pequena, familiar e muito tranquila. A água aqui é um pouco mais quente que nas outras praias.


A primeira paragem do circuito é no maravilhoso Cerro Campanário (imagens abaixo).
A sua vista foi considerada uma das 10 vistas mais bonitas do mundo e com toda a razão! É um verdadeiro espectáculo!
Dá para subir a pé, por trilhas sem qualquer custo e demora cerca de 30min ou de teleférico, que demora 7min e custa 200 pesos/pessoa.
Está situado a 1050metros e tem miradores a toda a volta!
A combinação do lago Nahuel Huapi e da cordilheira dos Andes com os topos nevados dá uma paisagem única e nenhuma fotografia consegue transmitir tamanha beleza.
Estava muito vento e, apesar de cá em baixo não estar muito frio no topo do Cerro o vento era forte e estava bastante frio!






Seguimos em direção ao Porto Pañuelo, parando antes na Capela San Eduardo e apreciando de lá o famoso Hotel Llao Llao que é um dos resorts mais luxuosos do mundo que tem uma vista linda do lago Moreno e do Cerro Tronador.
Do Porto partem passeios de barco para o Bosque Arrayanes e para a Ilha Victoria (a maior do lago).






Depois, entramos no Parque Municipal Llao-llao e fazemos uma caminhada até a um lago - Lago Escondido (imagens abaixo). 
É um lago simples e bonitinho mas que não justifica!



Passamos ainda na baía Lopez, onde a água tem uma cor vibrante linda.



Daí seguimos até à Colónia Suiça que é uma pequena província de colonização Europeia com imensos restaurantes e lojas (imagem abaixo). É uma zona engraçada que à hora de almoço estava cheia de gente!


Parámos depois num ponto panorâmico com mais uma vista soberba!!



Parámos de seguida no lago Moreno, um lago que tem origem na era glacial. É um dos mais antigos e tem 1640 hectares com 90m de profundidade. É dividido em dois por uma pequena faixa de terra, que permite a passagem de pessoas e carros!
Tem uma praia bem próxima desta divisão - Praia Bahia Moreno Oeste, com águas muito calmas e cristalinas e não tão frias como nos outros lagos.




Chegámos a Bariloche, almoçamos e fomos para o aeroporto que tínhamos voo para Rosário. O voo de saída de Bariloche é lindo, sobrevoamos o lago e os cerros todos. Aconselho vivamente que se  conseguir lugar, vá à janela!
A nossa estadia em Rosário foi curta, só parámos para dormir porque no dia seguinte tínhamos voo cedo para Iguazu! A impressão com que ficamos de Rosário não foi agradável, o caminho do aeroporto até ao hotel (no centro) deixou-nos grande sensação de insegurança pelo que resolvemos já não sair como tínhamos inicialmente planeado, até porque já era  tarde.


Podem continuar a ler o resto da viagem aqui.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Bariloche - Cerro Tronador


No segundo dia em Bariloche fomos até ao Cerro Tronador que fica a 80km da cidade.
O Cerro Tronador é um vulcão e a montanha mais alta de Bariloche, mede mais de 3400m de altura e faz parte da cordilheira dos Andes. Tem 3 picos, um em território Argentino, outro em terrritório Chileno e outro fica na fronteira dos dois países.
O seu nome é devido aos frequentes deslizamentos de gelo do glaciar, que produzem um barulho semelhante a um trovão.



Começámos a viagem na Ruta 40 novamente, mas desta vez para sul.
Primeiro deparámo-nos com um lago lindo, o lago Gutierrez (imagens acima), que logo pela manhã nos proporcionava uma visão de sonho, com o Cerro Otto e o Cerro Catedral ao fundo a fazerem reflexo no lago! Das imagens mais bonitas que vimos!


Continuamos viagem e seguimos até ao lago Mascardi (imagem acima), com praias de areia escura.  

Depois de passar a vila Mascardi, viramos à direita para um caminho cercado de florestas que nos leva ao Cerro Tronador. Poucos metros depois de cortarmos, entramos no Parque Nacional Nahuel Huapi onde está a casa do guarda do parque.
Aqui pagamos 250 pesos/pessoa para entrar e é-nos dado um mapa e as horas a que se pode subir/descer o caminho, porque a partir daqui são 40km numa estrada estreita, com forte inclinação e de terra! (Tenham em atenção que o carro deve ter combustível suficiente para a viagem, tendo em atenção que o consumo é bem mais elevado dado às características do terreno!)
Depois de entrar havia uma bifurcação, que ia ou para o Cerro Tronador ou para a Cascata Los Alerces (que estava fechada devido à queda de árvores. Tínhamos pensado passar por lá no regresso mas tivemos que abortar esse plano!).
Horários da estrada:
- Ida: 10h30-14h
- Volta: 16h-18h
- Dupla mão: 19h30-9h


No caminho passamos por uma zona de campismo com uma praia. Uma zona muito sossegada e com uma vista fantástica. 


Já depois de andar vários km numa estrada sinuosa encontramos um mirador onde podemos observar a Ilha Coração (imagem abaixo).


No caminho vamos apreciando o Rio Manso (que sai do Cerro Tronador e muda de cor ao longo do seu trajecto) antes de chegar a Pampa Linda, onde paramos um pouco. 
Daqui saem alguns percursos de caminhada e há dois restaurantes! 




Voltamos à estrada estreita, de terra e em zig-zags para subir os km finais e atingir o ponto de altura máximo de todo o percurso! Chegamos ao Ventisquero Negro, um glaciar que desce do Cerro Tronador e que se destaca pela cor escura. O nome deve-se ao facto de que o glaciar, ao longo da rota, incorporar sedimentos (terra e pedra) que lhe conferem uma cor escura, diferenciando-o assim dos outros glaciares, normalmente brancos.
O glaciar parece uma rocha negra, como podemos ver na imagem acima.


Uns km à frente paramos para almoçar (há um pequeno restaurante) junto à saída da caminhada para a Garganta del Diablo.
Depois de almoço fazemos a caminhada. É uma caminhada curta para ver umas cascatas originadas pelo derretimento do Glaciar Manso que cobre a montanha (imagem acima). Mais em baixo, no rio (Rio Manso), há muita gente a molhar os pés e a água é... cristalina mas GELADA!



Quando descemos voltamos a parar em Pampa Linda para fazer mais uma caminhada curta, até uma cascata com uma queda de 40m que se caracteriza pela água não tocar nas paredes rochosas e cair de forma "livre" - Saltillo de las Nalcas.
A caminhada é fácil e bonita pelo meio de bosques.


Depois seguimos caminho em direcção a Bariloche, parando nos lagos novamente para apreciar a beleza da natureza.
Jantamos no restaurante El Boliche de Alberto (tripadvisor) onde comemos dos melhores bifes de chorizo.

Podem continuar a ler o resto da viagem aqui.

sábado, 17 de novembro de 2018

Bariloche - Ruta de los 7 lagos

Chegámos a Bariloche às 16h.
Alugámos um carro e seguimos para o centro da cidade.
Depois de deixarmos as coisas no hotel que era em frente ao lago e a poucos metros do centro cívico, fomos dar uma volta pelo centro, pela Calle Mitre e fomos até à Catedral.
A cidade em si não parece ser muito segura, no entanto há imensa polícia na rua
A Calle Mitre está cheia de chocolatarias, gelatarias e lojas de souvenirs! (É considerada a Suiça do continente Americano)
Depois de experimentar várias chocolaterias, a nossa preferida foi a Mamouska! Tanto os chocolates como os gelados são fantásticos!






No dia seguinte, depois de um pequeno almoço, partimos cedo para fazer a Ruta de los Siete Lagos.
Foi dos passeios mais extraordinários! Talvez pelo facto de não estarmos à espera de tanta beleza... todo o caminho, os lagos e a envolvência são fantásticos.
O clima aqui é mais quente que no sul da Patagónia e já nos permitiu deixar o casaco de neve no hotel!
A Ruta de los Siete Lagos é o caminho que liga Villa la Angostura a San Martin de los Andes pela Ruta 40 em cerca de 110km. Na verdade este caminho não passa por 7 lagos mas sim por 11!

Saímos então de Bariloche até a Villa la Angostura para começar o nosso trajecto! No percurso passamos logo no Lago Nahuel Huapi que não faz parte oficial da Ruta de los Siete lagos mas é um dos lagos mais importantes da Patagónia! É impressionante... É um lago de origem glaciar, enorme que chega a ter uma profundidade de mais de 450m, tem mais de 550km2, muitas ilhas e a água é de um tom azul intenso. 



No caminho até Vila La Angostura (cerca de 80km de Bariloche) fomos sempre acompanhando o lago Nahuel Huapi. Vila La Angostura é uma vila muito bonita, de estilo alpino devido à grande comunidade de alemães que lá se instalou. Muitos consideram-na como uma versão rica de Bariloche.



Cruzámos o rio Correntoso e parámos. A cor chama-nos a atenção! As flores amarelas e as cores azuis turquesa formam uma paisagem única.
Este Rio é considerado o menor rio do mundo por ter apenas 200m de comprimento, sendo a sua função ligar o Lago Correntoso ao Lago Nahuel Huapi.


Poucos km à frente parámos no Lago Espejo (imagem acima) que pode ser observado de vários miradores, ou mesmo da praia. Neste lago vivem várias colónias de patos.


Logo a seguir, chegamos a mais um cenário lindo com o Lago Correntoso (imagem acima), que está envolvido por montanhas. Estas são as águas mais quentes dos lagos deste caminho. Os habitantes de Villa La Angostura costumam lá tomar banho no Verão!

Um pouco à frente passámos ainda pelo Lago Escondido, que tem uma coloração verde muito bonita, mas está de facto escondido pela vegetação, sendo necessário ir com atenção para o detectar.



A seguir parámos no Lago Villarino (imagens acima), onde estavam vários pescadores uma vez que aqui abundam as trutas. Está envolvido por uma densa floresta que lhe dá uma beleza especial.


Um pouco à frente deparamo-nos com o Lago Falkner (imagem acima) que tem uma faixa larga de areia junto à estrada. 
O nome do lago é uma homenagem que Perito Moreno fez ao Padre Tomás Falkner após a publicação de "Descrição da Patagónia".


Passámos também por uma cascata - Cascada Vilañanco (imagem acima) com uma queda de água de 35m divididas por uma rocha enorme. No entanto a densa vegetação que a circunda impossibilita a sua visão completa.



A seguir dirigimo-nos ao Lago Hermoso (imagens acima), fica um pouco fora da rota, mas valeu o desvio! Este lago tem uma zona de campismo que era muito frequentada.


Seguimos para o Lago Machónico (imagem acima), em que a água apresenta um tom azul escuro. É um lago onde se praticam vários desportos aquáticos e numa das extremidade tem uma praia.
Aqui saímos do Paque Nacional Nahuel Huapi e entramos no Parque Nacional Lanín.



Por fim chegamos ao Lago Lácar (imagem acima), uma das maiores atrações de San Martín de los Andes. Almoçamos pela cidade e demos uma pequena volta. É uma cidade pequena, bonita e muito arranjada.
Durante todo o trajecto não há restaurantes... Nós tínhamos pensado em almoçar a meio e deixamos o almoço para mais tarde!!

No caminho de regresso fomos ao Lago Traful (imagens abaixo), que fica ligeiramente afastado da rota. Segue-se em ziguezagues por estrada de terra, sempre ladeados de rebanhos de ovelhas e vacas. Chegamos ao lago à tarde (depois das 16h) e este já estava muito sombrio, o que o torna menos impressionante! Por isso, se quiserem apreciar esta paisagem talvez seja melhor inclui-lo no trajecto de ida. (Fica entre o Lago Espejo Grande e o Lago Escondido).



Quando regressámos a Vila La Angostura fomos visitar o porto - Puerto Angostura (imagem abaixo) - que fica a cerca de 3km da cidade. O porto é muito bonito com imensas flores, muito bem arranjado, o que torna a vista para o lago fantástica.
Daí partem passeios de barco para o Parque Nacional dos Arrayanes e Isla Victoria, que não fizemos!


No caminho tivemos ainda a oportunidade de ver um pôr do sol fantástico sobre o lago Nahuel Huapi.



Chegamos a Bariloche e fomos jantar - Jauja Restaurante y Parrilla (tripadvisor) - o peixe estava bom, mas a carne não era nada de especial! Ainda houve espaço para comer um gelado na Mamouska - a nossa marca preferida!


Podem continuar a ler o resto da viagem aqui.