terça-feira, 27 de novembro de 2018

Iguaçú


Voamos cedo de Rosário para Iguazu.
Ao chegar ao aeroporto a única opção para nos deslocarmos até ao hotel é de táxi (e parece que se aproveitam bem dos turistas, não dando para negociar o preço!)
Fomos então de táxi para o hotel (500 pesos).
No caminho para o hotel acabámos por falar com o motorista e acordar um preço para fazer connosco tudo o que queríamos fazer, isto é, ir até ao lado Brasileiro das cataratas, levar-nos até à ponte que faz fronteira com o Paraguai, levar-nos ao lado Argentino das cataratas (porque os hotéis acabam por ficar bem longe das cataratas) e levar-nos ao aeroporto (acordamos o preço de 125 dólares).


Pousámos as malas no hotel, vestimos uma roupa mais leve e fresca porque estavam cerca de 40º, colocámos havaianas numa mochila e impermeáveis e fomos para o lado brasileiro das cataratas.
A viagem dura entre 45min a 1h. Temos que sair do carro na fronteira e ir ao controlo de passaportes.

À chegada ao Parque das Cataratas do Iguaçú, comprámos o bilhete de ingresso e o bilhete para fazer o passeio de barco.
Em Dezembro de 2017 não estava a fazer-se o passeio de barco do lado Argentino, que é mais barato. Fizemos o passeio do lado Brasileiro, que pelo que li é mais organizado (tem cacifos mediante o pagamento de 10 Reais, para deixar as coisas para que não se molhem) mas bem mais caro!

As cataratas, que fazem fronteira entre o Brasil e a Argentina, são um conjunto de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (80% do lado Argentino) com altura até 80metros. São a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo.

Almoçámos e começamos então o nosso passeio!
Há um autocarro com dois pisos que faz uma viagem de cerca de 10km até às cataratas. Esta viagem tem 4 paragens, a primeira a Trilha do Poço Preto, a segunda o Macuco Safari, a terceira o Trilha das Cataratas e a última o Espaço Porto Canoas.

Nós saímos logo na segunda para começarmos com a aventura no passeio de barco. 
Há um pequeno carro elétrico que nos leva até uma zona mais próxima do local onde apanhamos o barco, passando por uma floresta onde nos é explicada a fauna e a flora local. Durante a viagem o guia também nos informa que há dois tipos de passeio, o seco e o molhado. No passeio molhado as pessoas ficam encharcadas e nenhum impermeável resiste mas que se vai mesmo sob as quedas de água enquanto que no passeio seco se vê tudo na mesma, um pouco mais afastado que as quedas de água mas as pessoas ficam completamente secas.
Depois fazemos uma pequena caminhada/trilha de 600m, passando por uma pequena cascata - Salto Macuco - chegamos à zona dos cacifos onde deixámos as mochilas, levando só o telemóvel com as capas à prova de água e os impermeáveis e colocámos as havaianas porque optámos pelo passeio molhado.

Seguimos então para o barco e atravessamos o rio, sentindo logo as fortes correntes.
O barco do passeio seco fica próximo das cataratas dando para fotografar toda aquela beleza, enquanto o passeio molhado continua e o piloto aproxima o barco da queda de água, proporcionando a todos um "banho de alta pressão". 
Assim que o barco se aproxima começamos a sentir a força da água. Depois de se afastar um pouco, aproximou-se novamente, mesmo sob a cascata e aí não ficamos com uma ponta seca. 
A sensação de estar debaixo das cataratas é incrível, mas penso que não justifica o facto de ficarmos completamente molhados (apesar de secarmos rapidamente)! Mesmo em baixo da catarata a força da água é tão forte que nem conseguimos abrir os olhos.




Depois de nos secarmos apanhámos o autocarro e saímos na paragem seguinte - Trilha das cataratas e fizemos o passeio até ao Espaço Porto Canoas!
Este passeio é muito bonito e termina com uma passadeira de frente para a parte inferior da garganta do diabo! Ficamos novamente todos molhados mas é incrível observar as quedas de perto e ver a força da água.
Depois subimos um elevador panorâmico e vimos a catarata de um nível mais elevado... impressionante!
Entretanto eram 17h e o parque fechava... Apanhámos o autocarro e fomos até à entrada onde estava o taxista à nossa espera.








Informações:
- Entrada no parque lado Brasileiro: 63,3 Reais/pessoa
- Passeio de barco - Macuco Safari (lado Brasileiro): 215,3 Reais/pessoa (saídas a cada 15min)
- Horário: 9h-17h 


Daí seguimos até à fronteira do Brasil com o Paraguai e atravessamos a ponte, apreciando o Rio Iguaçu na fronteira dos dois países.


No dia seguinte de manhã seguimos para o lado Argentino das cataratas.
Ao contrário do passeio do lado brasileiro que demorou cerca de 3h (incluindo o passeio de barco), o passeio deste lado demora bem mais tempo (6h).
Chegámos cedo e depois de comprar bilhete fomos logo para a Estação Central para apanhar o comboio. Enquanto no lado brasileiro andamos de autocarro, no lado Argentino é um comboio que nos transporta, mas o comboio é um pouco desesperante porque anda bem devagar e com 40ºC torna-se desagradável! Além disso o comboio tem capacidade para apenas 250 pessoas e se estiver cheio, tem que se esperar mais 30min pelo próximo!
Apanhamos o comboio que vai até à paragem da Garganta del Diablo (uma viagem de cerca de 20min). 
Depois de sair do comboio temos 1,1km de caminho até à queda de água, com passadeiras sobre o Rio Iguaçu. A caminhada é bem gira, conseguimos ver várias tartarugas nas pedras do rio e passamos por borboletas de todas as cores e feitios.
Assim que nos aproximamos da queda de água vemos uma grande neblina e voltamos a colocar os impermeáveis porque nos vamos molhar! É uma queda impressionante com mais de 80metros. (Foi a queda que vimos do lado Brasileiro no dia anterior). Conseguimos ver imensos pássaros! É das melhores vistas do Iguazu! É surpreendente a força da água e o barulho da queda que não abafa o chilrear dos pássaros.





De volta à estação, esperamos um pouco pelo comboio que nos levou até à estação central. Daí saem duas caminhadas - a do percurso superior (1700m) e a do Circuito Inferior (1400m). Do circuito inferior partem os barcos para visitar a Isla San Martin (uma caminhada segundo dizem mais difícil que dura aproximadamente 2h). Infelizmente este passeio estava fechado mas acredito que valha a pena e tenha das melhores vistas.

Começamos pelo Circuito Inferior, passando por várias pequenas quedas de água. 










Depois de almoçarmos seguimos para o passeio superior. É uma caminhada numa ponte de ferro que passa mesmo por cima das quedas de água. 
É um passeio muito bonito com vistas incríveis!






 

De regresso, em vez de esperarmos pelo comboio, optamos por fazer o "Sendero Verde" que é uma caminhada de 650m no meio da natureza! Caminhamos pela sombra até chegar à estação central.

Informações:
- Entrada no parque lado Argentino: 500 pesos/pessoa
- Horário: 8-18h



No dia seguinte, antes de apanharmos o voo para Buenos Aires, fomos ainda até ao marco das 3 fronteiras. Um obelisco com a bandeira da Argentina que marca a divisão entre os 3 países! 
Tanto no Paraguai como no Brasil também há um marco similar.



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Bariloche - Circuito Chico


No último dia em Bariloche tinhamos um voo para apanhar à tarde por isso aproveitamos a manhã da melhor maneira, fazendo o percurso mais famoso - o circuito Chico.
São 65km nas margens sul do lago Nahuel Huapi.


O lago Nahuel Huapi tem imensas praias e antes de começarmos propriamente o circuito, parámos em duas delas. A primeira (ao km 8) foi a Playa Bonita (imagem acima) que é uma praia relativamente longa, com bares, quiosques e locais para alugar equipamentos para mergulhar e de lá conseguimos ver 3 ilhas (Huemul, Gallina e Victoria).
Alguns km depois encontramos a Playa Serena (km 12) localizada numa pequena baía (imagem abaixo). É uma praia pequena, familiar e muito tranquila. A água aqui é um pouco mais quente que nas outras praias.


A primeira paragem do circuito é no maravilhoso Cerro Campanário (imagens abaixo).
A sua vista foi considerada uma das 10 vistas mais bonitas do mundo e com toda a razão! É um verdadeiro espectáculo!
Dá para subir a pé, por trilhas sem qualquer custo e demora cerca de 30min ou de teleférico, que demora 7min e custa 200 pesos/pessoa.
Está situado a 1050metros e tem miradores a toda a volta!
A combinação do lago Nahuel Huapi e da cordilheira dos Andes com os topos nevados dá uma paisagem única e nenhuma fotografia consegue transmitir tamanha beleza.
Estava muito vento e, apesar de cá em baixo não estar muito frio no topo do Cerro o vento era forte e estava bastante frio!






Seguimos em direção ao Porto Pañuelo, parando antes na Capela San Eduardo e apreciando de lá o famoso Hotel Llao Llao que é um dos resorts mais luxuosos do mundo que tem uma vista linda do lago Moreno e do Cerro Tronador.
Do Porto partem passeios de barco para o Bosque Arrayanes e para a Ilha Victoria (a maior do lago).






Depois, entramos no Parque Municipal Llao-llao e fazemos uma caminhada até a um lago - Lago Escondido (imagens abaixo). 
É um lago simples e bonitinho mas que não justifica!



Passamos ainda na baía Lopez, onde a água tem uma cor vibrante linda.



Daí seguimos até à Colónia Suiça que é uma pequena província de colonização Europeia com imensos restaurantes e lojas (imagem abaixo). É uma zona engraçada que à hora de almoço estava cheia de gente!


Parámos depois num ponto panorâmico com mais uma vista soberba!!



Parámos de seguida no lago Moreno, um lago que tem origem na era glacial. É um dos mais antigos e tem 1640 hectares com 90m de profundidade. É dividido em dois por uma pequena faixa de terra, que permite a passagem de pessoas e carros!
Tem uma praia bem próxima desta divisão - Praia Bahia Moreno Oeste, com águas muito calmas e cristalinas e não tão frias como nos outros lagos.




Chegámos a Bariloche, almoçamos e fomos para o aeroporto que tínhamos voo para Rosário. O voo de saída de Bariloche é lindo, sobrevoamos o lago e os cerros todos. Aconselho vivamente que se  conseguir lugar, vá à janela!
A nossa estadia em Rosário foi curta, só parámos para dormir porque no dia seguinte tínhamos voo cedo para Iguazu! A impressão com que ficamos de Rosário não foi agradável, o caminho do aeroporto até ao hotel (no centro) deixou-nos grande sensação de insegurança pelo que resolvemos já não sair como tínhamos inicialmente planeado, até porque já era  tarde.