sexta-feira, 19 de julho de 2019

Budapeste em 3 dias


Em Maio de 2019 fui com duas amigas a Budapeste. 
Ainda não conhecia a cidade e várias pessoas me falavam tão bem dela que assim que arranjei uns dias não hesitei em marcar.
Adorei a cidade. É de facto muito bonita e arranjada, com uma vida incrível e recantos super giros, com jardins bonitos e muitos espaços verdes.
Tenho uma amiga que lá está a viver e me recomendou uma série de restaurantes! Gostei de todos, desde a comida, aos espaços e ao ambiente! 
O ponto negativo da cidade são as pessoas, todas são antipáticas e frias, chegando mesmo a ser mal educadas por vezes.




Temperaturas:
Apesar das previsões para aqueles dias de Maio serem de chuva todos os dias acabámos por ter um dia lindo com sol, um segundo dia também com bom tempo, apenas uns ligeiros chuviscos. Só no último dia é que nos vimos obrigadas a usar o guarda-chuva.
As temperaturas estiveram agradáveis, 18-20º, excepto à noite que ficava mais frio e apanhámos uns 7º.


Transportes:
Voei pela 1ª vez com a Wizz Air e não fiquei fã, 1h de atraso no voo de ida e 2h30 no voo de regresso. Além disso é preciso ter em atenção à bagagem porque só permitem uma mochila, caso se queira levar uma mala é cobrada uma taxa adicional!
Saímos do aeroporto quase à meia noite e apanhámos o autocarro público que nos deixou no centro - nº 100 E - custa 900 HUF. Para o aeroporto usamos na mesma o autocarro.
Pode comprar-se o bilhete na máquina (com MB) ou directamente ao motorista (com dinheiro). A viagem dura cerca de 40min.
Quando se chega ao aeroporto há muita propaganda/informação sobre um shuttle do aeroporto para o hotel, mas fica bem mais caro e o autocarro funciona bastante bem... não acho que justifique.
Percorremos a cidade toda a pé, fizemos 28km no 1º dia e 23km no 2º.


Itinerário:
Chegámos num sábado depois da meia noite e a cidade estava com uma vida incrível, imensa gente nos bares e nos restaurantes e as ruas cheias!

Dia 1 (domingo):
- Parlamento
- Sapatos à beira rio
- Ponte das correntes (Ponte Széchenyi) 
- Bastião dos Pescadores
- Castelo
- Castle Garden Bazaar
- Citadela
- Ponte Szabadság 
- Rua Váci Utca
- Almoço tardio: Mazel Tov
- Avenida Andrássy
- Praça dos Heróis
- Termas Széchenyi
- Jartar: Zeller Bistro

Dia 2 (segunda):
- Basílica Santo Estevão
- Zona do Budapest eye
- Rua Váci Utca 
- Mercado
- Grande Sinagoga
- Comer um gelado na gelataria: Gelato Tosa
- Ópera
- Bar: Szimple Tov
- Jantar: Getto Gulyas
- Noite: Ponte das Correntes, Bastião dos Pescadores e Castelo

Dia 3 (terça):
- Zona do Parlamento 
- Zona da Basílica
- Café Gebraud


Custos:
A viagem ficou a cerca de 380eur.
Gastamos 140eur no voo e 80eur no hotel, o restante foi nas refeições, nas atrações e nos presentes! 


sábado, 6 de julho de 2019

Nova Iorque (Dia 6)


O dia do tão esperado voo de helicóptero.
Fizemos o check-out do hotel e fomos de Uber até NJ de onde partia o helicóptero.
O Uber funcionou bastante bem, apesar de no hotel nos dizerem que custava um preço à partida mas que depois cobrariam outro valor mais elevado e sendo assim aconselhavam a ir de táxi (ao dobro do preço!)

Como era uma coisa que queria muito fazer, li várias opiniões sobre as diferentes companhias. Optei pela FlyNYON - New York on Air (site).
Eles têm várias opções de voos, helicópteros com e sem portas, embora estes últimos sejam bem mais caros e na minha opinião, no Inverno não fazem grande sentido tendo em conta a baixa temperatura exterior (neste caso 0ºC).
Têm 3 tipos de voos - o Intro, que é um voo de apenas 12-15min que vai até à Estátua da Liberdade e permite ver o skyline de downtown Manhattan e a Brooklyn Bridge.
O percurso Vip (quase ao dobro do preço) - um voo de 24-27min que foi o que optámos inicialmente. Mas, ao chegarmos lá apercebemo-nos que este percurso não ia a todos os lugares e teríamos que optar pelo Central Park ou pela Estátua da Liberdade. Propuseram-nos então por mais 50$ fazer o upgrade para o NYC Grand - um voo de 36-39min (que na net custava mais de 100$).
Optámos então por "regatear", pagar a diferença (30$) e fazer o upgrade.

Esperámos cerca de 1h pelo nosso voo depois de ouvirmos as instruções de segurança.
O pessoal é impecável.
Têm uma sala destinada ao controlo dos ventos e chuvas; uma loja que aluga câmaras; um pequeno café e cacifos para guardarmos as coisas.
Colocam-nos uma proteção para o telemóvel e seguimos numa carrinha até ao heliporto.



Começamos por sobrevoar o rio Hudson, seguimos para o Central Park, que visto do ar ainda se torna mais impressionante.







Passamos pela zona de Times Square, Empire State Building, Chrysler Building e sobrevoamos o rio, passando ao lado do Edifício das Nações Unidas e por cima das várias pontes.









Depois, fomos à zona do Ground Zero, vimos as piscinas do memorial, o One World Observatory, o Oculus e o Financial District.







Depois vimos o skyline de NY, tanto mais perto do rio (mais baixos) como mais de cima... que vistas fabulosas, valem cada cêntimo!!


Por fim, sobrevoamos a Estátua da Liberdade e a Elis Island.
Desta vez não tinha visitado a Estátua pelo que foi bom sobrevoá-la e vê-la de novo, de perto!




Voltamos para NJ!
Foi espectacular! Adorei a experiência :)
Acho que é obrigatório fazer quando se vai a NY, são as melhores vistas que se podem ter da cidade.
Foi a melhor prenda de anos e fiquei muito feliz por o dia estar bom e ter tido a oportunidade de voar.



Um conselho que dou é marcar o voo logo para os primeiros dias da estadia na cidade porque, caso o tempo não permita eles vão adiar... é bom haver margem de manobra para isso!
(tripadvisor)


Fomos de uber até ao aeroporto de JFK e seguimos para Portugal!

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Nova Iorque (Dia 5)


E chegou o meu dia de anos!
Tinha planeado fazer o voo de helicóptero mas, infelizmente, o dia esteve sempre feio e com chuva e nevoeiro e o voo foi cancelado.
Fomos então às compras, ao Macy's, Victoria Secret e depois fizemos a 5ª Av. até ao Central Park, parando na St. Patricks Cathedral, ao lado do Rockfeller Center.
É um dos marcos da cidade, uma igreja muito bonita por dentro e por fora. Tem duas torres de 100m de altura e paredes de mármore. É impressionante.


Continuámos então até ao Central Park. Como já tínhamos caminhado na parte mais a sul, entramos um pouco acima, depois do jardim zoológico.
O Central Park é enorme e pode dividir-se mesmo em 3 zonas, sul, centro e norte.
Na zona sul fica a pista de gelo no Inverno (Wollman Rink), o famoso carrossel (um dos mais antigos dos EUA), o zoo e ainda algumas estátuas (Balto statue - uma estátua de bronze criada em homenagem ao cão que salvou muitas crianças no Alasca; Delacorte Music Clock - que tem estátuas de animais e é interactivo entre as 8h e as 17h, de 30 em 30min, mexendo-se os animais ao som de uma música curta - situa-se ao pé do zoo).
Localiza-se também o sheep meadow que é uma zona grande de relva onde dantes pastavam ovelhas. No Inverno acaba por não ter grande interesse mas no Verão não se vê relva, há imensa gente a fazer piqueniques e a apanhar sol.

Nós fomos directos à zona centro e parámos no terraço Bethesda com a sua grande fonte (Anjo das águas).
No Verão além dos imensos turistas, está repleto de artistas de rua. No Inverno, além da fonte não estar a funcionar e o lago não ter água não estava ali muita gente.

Dali seguimos para o Strawberry Fields - um dos locais mais visitados do parque.
Foi inaugurado em 1985 no 45º aniversário de John Lennon um memorial com pedrinhas com a palavra IMAGINE - nome de uma das suas famosas músicas.
Situa-se à frente do famoso edifício Dakota, onde viveram várias pessoas famosas, entre elas John Lennon, que aqui foi assassinado. É um dos exemplos de Arte Nouveau da cidade e fica na esquina da 72nd St com o Central Park)!

De lá andámos até ao The Lake.
No Verão há imensos passeios de gaivotas e gôndolas.
No Inverno vale pela vista e pelas árvores com folhas em tons acastanhados que tornam a imagem maravilhosa!
Um pouco de paz no meio de uma cidade tão agitada e cheia de arranha-céus.

Atravessámos a Bow Bridge, uma ponte de madeira bem famosa e romântica, onde acontecem vários pedidos de casamento em NY.

Na zona central há muitas outras atrações como o Belveder Castle, o Delacorte Theater (de Maio a Agosto tem pelas de Shakespeare gratuitas), um obelisco (presente do Egipto para NY), o grande relvado (Great Lawn) que quando há um pouco de calor está geio de gente com toalha estendida a apanhar banhos de sol e a fazer piqueniques. Este é um dos relvados mais famosos do mundo, entrando em inúmeros filmes. Quando estive da outra vez no Verão passei lá um bom bocado! Agora estava chuva e frio e sem ninguém!
Outro sítio onde estive da outra vez foi no Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir - um lago muito bonito que ficou com este nome para homenagear a ex-primeira dama quando esta faleceu, uma vez que ela tinha por hábito praticar desporto aqui. Tem uma vista fabulosa, fazendo reflexo os arranha céus na água tornando a imagem num verdadeiro postal.
É o maior lago do Central Park.
Tendo em conta a chuva imensa não fomos lá e fomos directas para o MET.




O MET (Metropolitan Museum of Art) é, na minha opinião, um dos museus mais espectaculares do mundo!
Foi a minha segunda vez aqui e acho que cada vez que voltar ele fará parte do meu roteiro.
Embora da primeira vez que tenha ido não fosse pago, as pessoas doavam o que queriam desta vez não. A doação ainda funciona mas apenas para moradores de NY. Os restantes visitantes pagam 25$ e o bilhete é válido por 72h, uma vez que é impossível visitar o museu num só dia.
No 1º andar estão concentradas peças de arte grega, romana e egípcia por exemplo. Uma das grandes atrações é um impressionante templo egípcio completo que foi doado pelo governo egípcio em agradecimento à preservação da sua história.
No 2º andar há diversas pinturas de artistas bem conhecidos, como por exemplo, Picasso, Van Gogh, Monet, Bruegel, Manet...
Há também um terraço - Roof Garden que está fechado no Inverno, apenas abre de Maio a Outubro. Deve valer a pena a vista sobre o Central Park e o skyline de NY.
Horário: Encerra à 2ª. De 3ª a domingo das 9h30 às 17h30 e ao sábado até às 21h.
Localização: 5ª Av com a 82nd St.


Seguimos para o Solomon Guggenheim Museum.
Um prédio circular com uma arquitectura fascinante.
É uma visita diferente porque as obras são expostas no "corredor", à medida que vamos subindo vamos tendo as obras expostas.
A exposição temporária, que ocupa a maioria do museu era de Hilma af Klint.
Há também uma coleção fixa numa sala bem variada, com pinturas de artistas como Cézanne, Picasso, Kandinsky e Pollock.
Ao sábado a entrada funciona por doação. Nos restantes dias o preço é 25$.
Horário: 10-17h30 e ao sábado das 10-20h.


Para celebrar o meu aniversário fomos ao restaurante Buddakahn, no Meatpacking District, por muitos considerado dos melhores restaurantes da cidade.
É uma mistura de comida oriental com um ambiente luxuoso mas cool!
A sala principal, com um pé direito enorme é onde está a famosa mesa da série "Sex and the City". A decoração é majestosa e comemos à luz das velas e ao som de música, que no meu entender está demasiado alta.
A comida estava muito boa e no fim ofereceram-me um gelado com uma placa "Happy Birthday" com uma vela.
O restaurante não é barato mas vale a visita!
(tripadvisor)


sábado, 22 de junho de 2019

Nova Iorque (Dia 4)


Começámos o dia pelo Ground Zero.
A grande diferença da última vez que tinha estado em NY.  Na altura apenas havia panos a tapar e imensas gruas e tractores, muito barulho de remoção/reconstrução.
No local das antigas torres (que foram destruídas no atentado de 11 de Setembro de 2001) estão duas piscinas com uma queda de água infinita.
É impressionante que numa cidade como NY, com imenso movimento conseguimos apenas ouvir o barulho das quedas de água enquanto circulamos à volta das piscinas e lemos os nomes das vítimas dos atentados.
É um espaço que dá para parar e reflectir em tudo aquilo que se passou... como pessoas como nós que poderiam estar ali a passear morrem, como trabalhadores, bombeiros, polícias perdem a vida, uma das situações mais tristes que me lembro de ver na tv.



O museu do 11 de Setembro relata a história desse dia trágico.

No complexo do World Trade Center está também o prédio mais alto dos EUA - o One World Trade Center, onde se situa o One World Observatory.

Há também um terminal de comboio e um shopping gigante - The Oculus - uma obra do arquitecto Calatrava bem polémica com custos exuberantes (4 biliões de dólares).
O seu interior é impressionante.








Seguiu-se uma grande caminhada até ao Central Park, passando antes pelo tribunal, chinatown e little italy.
Parámos ainda na Grand Central Terminal, a maior estação de comboios do mundo com 44 plataformas.
Não se trata de uma simples estação de comboios mas também de uma obra de arquitectura impressionante.
Começa do lado de fora, com uma escultura e um relógio, o maior relógio de vidro da Tiffany do mundo. Já dentro da estação podemos olhar para o tecto de um azul-esverdeado, o chão de mármore e no centro, uma central de informações que tem em cima um relógio de 4 faces.







Depois desta grande caminhada chegámos ao Central Park.
É um parque gigante que ocupa mais de 50 quarteirões de Manhattan (59 - 110 St), um verdadeiro pulmão verde no centro dos arranha-céus.
Visitámos a parte sul do parque, caminhamos até ao Wollman Rink, onde fomos patinar.
É uma experiência gira, patinar no gelo, ainda mais com um plano de fundo tão interessante como a cidade de NY.
A pista funciona de Outubro a Abril e à 6ª e ao fim-de-semana custa 19$ e de 2ª a 5ª custa 12$; o aluguer de patins são 10$ e o cacifo 5$ + 6$ de depósito que são devolvidos com a entrega do cadeado.







Seguimos para o MoMA (Museum of Modern Art) que é gratuito à 6ª feira.
Como o próprio nome diz é um museu mais virado para a arte moderna.
Tem várias obras de artistas bem conhecidos, como Picasso, Monet, Van Gogh, Andy Warhol.


Daqui partimos para a verdadeira aventura.
Queríamos muito ver Manhattan de Brooklyn à noite.
Apanhámos o metro e fomos à aventura.
O que nos pareceu ser uma zona super segura e "cool" de dia, de noite deixou muito a desejar. Para começar às 18h30 éramos as únicas turistas no Brooklyn Bridge Park e depois na zona do DUMBO. Tirámos fotos mas não era bem aquilo que queríamos. Queríamos uma vista mais de cima, que apanhasse bem a Brooklyn Bridge e Downtown Manhattan.
Eis que me surge a ideia de que essa vista é na Manhattan Bridge... e lá vamos nós, de telefone na mão, máquinas ao pescoço, todas encasacadas porque estava imenso frio, sozinhas em Brooklyn.
Confesso que o caminho do DUMBO até à Manhattan Bridge já me deixou cheia de medo e assim que subimos para a ponte (parte pedonal) o nível de medo aumentou para o dobro...
Era uma zona muito mal frequentada... Os primeiros metros da ponte foram feitos a voar... mas depois acabou por se tornar mais tranquilo, não passou quase ninguém por nós, apenas uns desportistas e um turista.
Parámos, observámos e contemplámos as vistas soberbas sobre a Brooklyn Bridge e Manhattan. Quando chegámos a Manhattan respirámos de alívio.




Seguimos para o restaurante, a pé, percorrendo toda a China Town até chegar a Chelsea.
Felizmente conseguimos mesa no Restaurante Via Carota.
Estava tudo maravilhoso!
A comida é óptima e vale muito a pena :)
(tripadvisor)